Quarta-feira, 2 de Maio de 2012

Meia Maratona de Arraiolos

Depois de muito ter ouvido falar deste evento, chegou o dia em que pude verificar ao vivo que está ao nível da fama que a precede!



Uma bela terra, com belos trilhos, uma bela organização e um abastado almoço. Acho que o único que não esteve à altura foi o S. Pedro, que nos brindou com frio e vento. Ao menos perdoou-nos a chuva! eh eh


Pontos positivos:

- organização impecável;
- zona de concentração, com partida e chegada, secretariado e almoço, num espaço grande e funcional;
- dimensão média, com perto de 400 atletas, o que ajuda a um ambiente mais calmo e tranquilo;
- percurso engraçado, com zonas muito bonitas e belos singletracks;
- marcações, quase perfeitas;
- água quente nos banhos, o que por vezes é difícil de encontrar nestes eventos;
- um belo almoço, dos melhores que tenho saboreado nestes eventos.



Pontos menos positivos:

- na chegada, aquele mini sorteio em cima da meta, provocava filas para o controlo do tempo, o que acabou por se traduzir em tempos menos fidedignos (não estou a falar de classificações). Poderia ter sido feito uns metros mais à frente e seria o suficiente para não ter ocorrido essa situação.

Se eu tivesse de dar uma nota a este evento, daria uma das mais altas entre os muitos eventos a que já fui. Fiquei fã!


O percurso:

Foi um percurso tipicamente alentejano, num sobe e desce pouco pronunciado mas constante, muito divertido, e com alguns singletracks muito interessantes. Quanto à beleza, teve tudo o que se pode pedir de uma prova no Alentejo! Para terminar em força, uma subida potente ao castelo! No fim, apesar de ser uma prova rápida, ainda se ficou com um acumulado de 700m. Gostei bastante do traçado.



A minha prestação:

Depois de ter voltado às provas com a distância mais curta em Estremoz, regressei às meias maratonas. Apesar de ter recomeçado os treinos à pouco mais de um mês, não voltei ainda a 100% pois as tendinites ainda limitam muito. Como tal, não ía com expectativas altas. Mas gradualmente, vou melhorando, por isso também já me permiti um pouco mais de velocidade nesta prova. Dessa forma, e nunca forçando nas subidas, fazendo-as sempre em cadências muito leves, pude colocar um ritmo alto (dentro das minhas capacidades atuais) que consegui manter quase toda a prova, tendo-a feito quase toda na companhia de um companheiro de equipa, o Fábio Pereira. No entanto, nos últimos kms ressenti-me da falta de treinos mais longos, tendo-me faltado pernas, baixando o ritmo até passar a meta. Mesmo assim, uma classificação razoável: 105º.





Os meus companheiros da Herbalife Team:





O vídeo:

Por fim, um vídeo que mostra muito do que foi esta prova. Não percam a oportunidade de ver como são alguns trilhos deste percurso. Já agora, não percam a parte entre 13min40s até 14min20s, onde se pode ver aqui o "je" em grande estilo! eh eh

Terça-feira, 24 de Abril de 2012

Estremozbike 2012 - A serra da Ossa continua a fazer mossa!

Depois de finalmente voltar aos treinos, por enquanto, leves, pude também recomeçar a participação em eventos e provas. E recomecei num dos melhores eventos que conheço, na linda cidade de Estremoz. Assim, no dia seguinte, juntamente com vários amigos das pedaladas, pessoal da Herbalife Team e o amigo Morgado, rumámos a Estremoz, para um belo fim de semana de BTT.



Pontos positivos:

- A serra da Ossa realmente é muito bonita e exigente, mesmo para este ciclista que teve este ano que optar pelo percurso mais curto.
- Local de partida, no centro da cidade, numa zona muito bonita, e com todas as condições necessárias para mais de 800 atletas.
- O S. Pedro ajudou, e esteve um tempo ótimo (não perfeito, por causa do vento) para pedalar.
- percurso muito bem marcado.
- almoço bem servido e com qualidade. Um ponto em que melhoraram imenso em relação ao ano anterior.



Pontos menos positivos:

- muita gente teve que tomar um banho de água fria no final. Numa organização tão boa, é uma falha um tanto ou quanto chata, e, penso eu, desnecessária.
- as marcações para chegar ao local do almoço. Não era um local fácil de descobrir. eh eh


Percurso:

Infelizmente, apenas pude conhecer este ano o percurso de 30km. No entanto, foi um percurso já a entrar na serra da Ossa, com a beleza alentejana toda lá, e já com alguma exigência, com bastantes subidas, tendo tido 500m de acumulado. Os meus colegas, que foram aos 50km, gostaram imenso do percurso, e todos relataram que era bem mais exigente que a do anterior. Pelas suas opiniões, a serra da Ossa continua a fazer muita mossa! eh eh


A minha prestação:

Devido ao facto de ainda estar a recuperar de duas tendinites, achei por bem não ir aos 50km, este ano, ainda mais duro, com quase 1400m de acumulado. Sendo assim, decidi ir ao percurso mais curto, e dar o meu melhor, sem no entanto forçar demais o joelho. Relativamente ao tempo que fiz, seria o suficiente para ter ficado em 8º lugar, a 1 minuto do 5º, mas um furo colocou mais 14 minutos em cima desse tempo. Assim, acabei em 22º. Mas o objetivo nunca foi a classificação, até porque os atletas com mais andamento estavam noutras distâncias, apenas fazer um bom treino, em ritmo competitivo. Infelizmente, as sensações nos tendões não foram as ideais, tendo acabado com algumas dores.


Classificações

Os meus companheiros da Herbalife Team:




Sexta-feira, 9 de Março de 2012

Parabéns Morgado!

Um dos companheiros de pedaladas, o Pedro Morgado, obteve o seu primeiro pódio numa prova de BTT, neste caso, a "VII Rota do Falcão", em Vila Chã de Ourique. Fez 3º lugar!

Classificações




Parabéns Morgado, pelo teu primeiro (de muitos) pódio! :-)



Quanto a mim, continuo em recuperação, mas se tudo correr bem, voltarei aos treinos no final deste mês.

Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012

Meia maratona Lagoa do Calvo -- Que bela surpresa!

Estando eu ainda em fase de recuperação de uma lesão, apenas participei nesta prova por já estar pago e ir com o meu grupo, a Herbalife Team. Além disso, o percurso era, à partida, rolante e simples. Grande engano. Um percurso muito divertido, com uma zona de "serra" cheia de singletracks, e uma organização que, salvo alguns pormenores, esteve ótima!



Pontos positivos:

- local de concentração/zona de partida: com espaço e funcional;
- um belo Sol, que rapidamente afastou o frio do início da manhã;
- percurso surpreendente, onde apesar da areia, foi muito divertido;
- marcações impecáveis;
- almoço espectacular, dos melhores que já usufrui num evento de BTT.


Pontos menos positivos:

- o secretariado foi muito lento, obrigando até a um pequeno atraso na partida. A rever no próximo ano. Facilmente se resolve com mais duas pessoas a entregar dorsais.


Pontos negativos:

- nada a apontar.


Percurso:

Surpreendeu-me, e pela positiva! Quem pensava que vinha para uma prova rolante, onde a dificuldade maior seria a areia, veio enganado. A areia foi uma dificuldade, mas nada de especial. Pelo contrário, quem achava que não havia subidas, equivocou-se. Um acumulado anunciado de 230m de acumulado, acabou por ser de mais de 500, com pequenas mas inclinadas subidas. A zona da serra, cheia de singletracks fantásticos, constante sobe e desce, belas paisagens. Muito bom. Parabéns a quem desenhou o percurso. A prova que se consegue fazer um percurso bastante completo numa zona sem verdadeiras serras.



A minha prestação:

Como estou a meio da recuperação de uma lesão, e como já referi atrás, já tinha pago a inscrição, fui numa lógica de fazer um treino a ritmo de passeio e de convívio. Fui um pouco enganado pela ideia que tinha da zona - apenas rolante. Assim, quando chegou a fase da "serra", que obrigava uma pedalada mais em força naquelas curtas mas inclinadas subidas, fui obrigado a desmontar e a fazê-las à mão pois o joelho ainda não está em condições. Fiz sempre num ritmo muito em gestão, nunca forçando. Mesmo assim, algumas dores, a acusar a dureza do terreno (muita areia) e a zona do percurso tipo xco, num sobe e desce em singletracks. De qualquer maneira, sempre deu para me divertir. Não era o objetivo, dadas as circunstâncias, mas deixo aqui a minha classificação: 146º em 331.





Classificação dos elementos da Herbalife Team:

Filipe Araújo - 146º
João Pereira - 165º
Joaquim Cruz - 212º
Filipe Granjo - desistência por motivos mecânicos




Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012

VIII Trilhos de Pontével

Primeira prova do ano, nos VIII Trilhos de Pontével, no percurso maior, perto do Cartaxo, na terra do grande Marco Chagas, que é homenageado neste evento. Foi a primeira vez neste evento, e na boa companhia dos amigos do clube Chapim e Companhia.








Pontos positivos:

- Secretariado rápido;

- Tempo solarengo e seco;

- Bom ambiente;

- almoço.

- percurso muito bem marcado, a não dar azo a enganos.


Pontos menos positivos:

- penso que o ponto menos positivo que aponto à organização é mesmo a meta: muita confusão, com carros, pessoas e bicicletas ali pelo meio, a pôr em causa a segurança dos ciclistas a terminar a prova. A repensar no próximo ano.


Ponto negativo:

- este não tem nada a ver com a organização, mas sim comigo mesmo: a lesão que sofri. Culpa própria, pois em vez de ter desistido na altura certa, quis continuar até ao fim, forçando o joelho. Agora, é recuperar e ter mais juízo na próxima! :-)


O percurso:

Uma prova bastante rolante, mas com uma altimetria bastante alta (mais de 900m de acumulado de subidas), derivado das suas inúmeras pequenas mas inclinadas subidas. O percurso foi interessante, mas não mais que isso. Bastante alcatrão e estradões, que se compreendem dado o historial de lama e barro desta prova, e às quais nos quiseram certamente salvaguardar. Teve no entanto algumas paisagens fixes e algumas zonas técnicas engraçadas.


A minha prestação:

Quanto à minha prestação, fiquei satisfeito, mas ao mesmo tempo, nem por isso. Passo a explicar. O joelho não me tem dado descanso neste início do ano, e ao contrário do que pensava, deu-me problemas nesta prova, desde quase o início. Imprimi sempre um ritmo alto dentro do que posso fazer, e a dada altura, tive que começar a gerir a coisa por causa das dores. Mas entretanto, as dores começaram a intensificar, tendo posto a hipótese de desistir ou de fazer a distância menor. Pois, fiz o que me apetecia na altura, mas obviamente, não a melhor solução: não desisti e continuei no percurso maior, e ainda por cima, aumentei o ritmo e a força da pedalada. Curiosamente, acalmou as dores, e daí até ao fim, foi sempre a abrir, altura onde ultrapassei bastante pessoal. No entanto, eu sabia bem que iria ter as suas consequências, por isso, apesar de um bom treino e de um (para mim) ótimo tempo, as dores à noite e no dia seguinte, mostram que vou ter que parar uns dias e fazer tratamento. Quanto a classificações, lugar 71 com 2h33.

Dados finais:
52km
980m acumulado
2h31 a pedalar
2h33 tempo de prova
71º lugar



Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011

Tróia-Sagres 2011

Objetivo cumprido!

Num evento cada vez mais direcionado para as rodas fininhas, lá fui eu com a minha bike de btt, com pneus médios 1.5, juntamente com o grupo Herbalife e o meu amigo Morgado, conquistar o extremo sudoeste do nosso país. (inicialmente tinha escrito a ponta mais ocidental da Europa, mas chamara-me à atenção que afinal o ponto mais a ocidente da Europa continental é o cabo da Roca, por isso, mea culpa)

O dia começou bem cedinho, antes das 5 da manhã! Depois do grupo juntar-se, rumámos a Tróia, local de partida desta grande aventura! Depois de dias e dias a adivinhar-se muita chuva e frio, aquele início de manhã afigurava-se bem mais agradável! Infelizmente, não durou muito, e a partir do Cercal, a chuva e o vento acompanharam-nos quase toda a viagem, e o frio, que era menor que nos dias anteriores, com o corpo molhado, tornou-se bem agreste! Poderei dividir esta aventura em três fases:


1ª fase: Tróia-São Torpes
Começámos por um ritmo moderado, não porque fosse uma fase com grandes dificuldades, mas com vista à gestão do esforço, já que ainda eram 204km, e o objetivo era chegarem todos e não fazer este ou aquele tempo ou média! Mais tarde, alguns imprevistos, como uma falha de comunicação, que me obrigaram a fazer 15km, depois de uma paragem devido a um furo, sozinho, para apanhar novamente o grupo! Foi um bocado chato, mas lá passou. A não ser que seja mesmo impossibilitado, eu cumpro os meus objetivos na íntegra! Nem que demore mais tempo! A ideia é essa, não? Entretanto, com mais uma paragem para outro furo e para o primeiro abastecimento, o ritmo perdeu-se.

Os cinco aventureiros (da esquerda para a direita): Filipe Granjo, Armindo Vieira, Joaquim Cruz, Filipe Araújo e Pedro Morgado.





2ª fase: São Torpes-S. Teotónio
A partir da primeira paragem, as dificuldades de um dos elementos, devido a uma má opção de calçado, agravaram-se, e para piorar a situação, começou a parte mais complicada da viagem, dado que havia mais subidas, e principalmente, muita chuva, vento forte e frio... Até aos 140km, foi um avanço lento e um pouco sofrido, por tudo o que foi dito atrás, e ainda, pelo início do maior desconforto na nuca e no traseiro.




3ª fase: S. Teotónio-Sagres
Depois da segunda paragem para abastecer, aos 140km, as coisas melhoraram. Eu vesti mais uns calções, que diminuíram bastante o desconforto atrás, e a nuca, com os exercícios que ia fazendo, começou a acalmar, e substitui algum do meu vestuário encharcado por outro seco. Entretanto, descobri o problema do nosso parceiro, e lá consegui resolver de forma a que conseguisse manter-se na viagem. O ritmo continuava lento, no entanto, era mais regular. A partir desta fase, houve uma espécie de separação. Os mais rápidos iam à frente, e os mais lentos, um pouco atrás, e a dada altura, houve mesmo separação. Encontrámos-nos novamente em Sagres. Nos últimos 40km o ritmo foi gradualmente aumentando, fruto de uma boa gestão do esforço e também, da motivação pelo aproximar da meta. Estes últimos kms acabaram por ser os mais fáceis, e talvez, os mais saborosos, com um bom ritmo, à noite e na companhia de outros aventureiros! Foi verdadeiramente, um "acabar em força"!




A partir do início dos problemas do nosso parceiro, mantive-me sempre junto a ele até ao fim da viagem, sempre na tentativa de apoiar e motivar para terminar a aventura! E esse foi também um objetivo alcançado! Foi um dia de grande aventura e de uma bela conquista, mas também de grande sofrimento e sacrifício. Parabéns ao meu sogro, que, apesar de todos os problemas, conseguiu chegar ao fim! Como já dizia o outro, a dor é temporária, mas a glória é eterna! E ao fim de alguns dias, depois das dores terem passado, o que fica é mesmo a sensação de "dever" cumprido, e a recordação de um momento de orgulho, de um momento de superação! Tal como na vida, e tal como diz o outro, a vida é uma maratona, e não um sprint, e como tal, há alturas melhores e piores, e para desfrutar dos melhores, temos que conseguir ultrapassar os piores!



O dia acabou às 4 da manhã, depois de uma longa viagem, com paragem para jantar na Guia, onde saboreámos o seu famoso frango, enquanto víamos o Real-Barcelona! eh eh! Que belo dia!




Resumindo, grande dia de ciclismo, com centenas e centenas de ciclistas e bttistas na estrada pela costa sul rumo ao extremo sudoeste do nosso país. A todos os que terminaram, parabéns, e aos que não terminaram, não desistam, para o ano há mais!


Deixo aqui o link para o rescaldo do meu amigo Morgado, um dos aventureiros que me acompanhou! Ler aqui.


Dados finais:

Hora de saída:8h
Hora de chegada: 19h30
204km
9h37 a pedalar
1390m acumulado