terça-feira, 12 de julho de 2011

Meia Maratona Vale do Vouga - Águeda

Pela 4ª vez consecutiva, lá rumei a Águeda para uma das maiores festas do BTT cá do burgo, e como sempre, venho satisfeito. Juntamente com quase 1500 participantes, rumámos aos belos e divertidos percursos que nos colocaram à disposição. A organização, como sempre, esteve impecável.




Pontos positivos

- Organização óptima, oferecendo as condições necessárias para uma prova desta dimensão;
- Percurso, muito equilibrado, com uma parte inicial a subir em alcatrão, para se fazer a devida selecção, e alongar o pelotão, algumas subidas difíceis, singletracks e zonas técnicas, descidas potentes, e ainda, zonas para rolar;
- almoço;
- disponibilidade do staff;
- ambiente de festa e de envolvimento das gentes de Águeda, com autêntica moles humanas em várias zonas do percurso, dando-nos a ideia de estarmos numa etapa em plena Volta a Portugal;





Pontos negativos

- Pontos negativos, na minha opinião, não existem, mas como menos positivo, penso que alguns locais deveriam ter sinalização mais visível relativamente a algumas zonas perigosas. De resto, uma organização de luxo.



O Percurso

Desde a primeira vez que fui a esta prova, que uma das coisa que mais gosto nela é o percurso: sempre equilibrado, com boas subidas, descidas alucinantes, zonas para rolar e zonas técnicas. Muita beleza paisagística, com algumas imagens para relembrar, como a passagem em Alfusqueiro. Este ano, mais uma vez, não defraudaram neste aspecto, se bem que, dentro de todos, o meu preferido continua a ser o do ano passado. De registar os últimos dois kms, num percurso com muita gente, perto do rio, a terminar, obviamente na meta. Foi uma boa ideia, pois permitiu a chamada zona espectáculo.




O meu desempenho

Quanto ao meu desempenho, tenho que dizer que, inicialmente, a ideia era a de participar na maratona, mas com os problemas no joelho, infelizmente tive que colocar isso de parte, e não pude acompanhar os vários amigos que lá foram. Por isso, devido a esse problema, e ao facto de ter baixado de forma, ía com poucas expectativas para lá, apenas o de participar e divertir-me. No entanto, acabou por correr muito melhor do que estava à espera, tendo feito, de longe, o meu melhor resultado entre as 4 participações! eh eh Num ritmo constante, sem quebras significativas, acabei por fazer um bom lugar: 193º em 900. (Tempo real 2h08, tempo final 2h14 - não parei nos abastecimentos, mas houve dois engarrafamentos que me pararam um bocado)





Até para o ano, e espero eu, para experimentar a bela e dura maratona!

terça-feira, 28 de junho de 2011

6 Horas Resistência Beselga 2011

Foi a minha primeira vez nesta prova, e neste conceito. Obviamente, não a minha primeira vez em Beselga, um dos meus locais preferidos para pedalar.
No entanto, estive para não participar, pois umas dores no joelho tem-me impedido de pedalar como estava habituado. Mas como já tinha pago, em vez de ir individualmente, como tinha previsto, fiz equipa com o meu sogro, um rapaz de 55 anos, mas ainda com bastante pedalada.
E assim foi, rumo a Beselga, mas de uma forma bastante descontraída, apenas para me divertir, não forçando o joelho. Ainda para mais, dia anterior foram horas que estivemos com a enxada na mão a arrancar batatas. Foi o aquecimento de véspera! lol

Acabou por ser um dia óptimo, com muito btt, muito convívio, afinal, ainda alguma competição, pois o meu joelho (de forma surpreendente para mim) portou-se bem, mas também de loucos, com as temperaturas a alcançarem os 42º, estando logo à partida às 9h30 33º.

Alinharam 111 atletas nesta prova, 61 individualmente e os restantes em equipas de dois, havendo algumas caras conhecidas e muitos óptimos atletas.




oPontos positivos

- Organização, mais uma vez impecável;
- Percurso, muito equilibrado, com algumas subidas, muitos singletracks e zonas técnicas, e ainda, zonas para rolar;
- almoço;
- ambiente de convívio entre atletas;
- disponibilidade e simpatia do staff;
- ambiente de festa e de envolvimento desta "aldeiazinha" de Portugal com as provas de btt realizadas pela sua associação.


Pontos negativos

- Não tendo as condições quase de luxo de outras provas, a verdade é que com poucos recursos fazem das provas mais bem organizadas que conheço, não conseguindo descortinar pontos negativos.



O Percurso

Sempre que vou a Beselga, adoro os percursos que nos colocam à disposição. E desta vez, não fugiu à regra. Foi um percurso muito equilibrado, com subidas, muitos singletracks e zonas técnicas, que ao longo do dia, foram-se alterando, dada a intensa passagem de bicicletas, e cada vez com mais pó, obrigando sempre a ir com a máxima concentração, e ainda, zonas para rolar a grande velocidade. A distância do percurso era 8km, com 140m de acumulado. A beleza paisagística foi, mais uma vez, grande, com belas paisagens, belos trilhos florestais e agrícolas, passagem num singletrack junto a um espelho de água, etc.



Prestação

Como disse anteriormente, a ideia era apenas divertir-me, mas como o joelho não doeu, ainda deu para eu e o meu sogro competirmos um pouco. Sendo assim, dentro das nossas capacidades, fizemos as 6 horas num ritmo sempre razoável, chegando ao final com 13 voltas. Foi engraçado como as primeiras voltas (à excepção da primeira) foram as que mais me custaram a fazer, devido ao calor, mas no pico do dia, com o calor a ultrapassar os 40º, talvez já mais adaptado, fiz as minhas voltas mais regulares. Houve ainda um momento de emoção, pois sabiamos que se iniciassemos a última volta antes das 15h30, essa volta contaria desde que chegasse antes das 16h30. No entanto era 14h30 e o meu sogro ainda não tinha chegado. Olhando para a média do tempo por volta na altura, apercebi-me que não daria se déssemos ambos uma volta, então pensei, dou duas seguidas, tentando ser o mais rápido possível, e o meu sogro fecha a contagem. Mas o tempo passou, e o meu sogro ainda não tinha chegado. Pensei que já não desse. Entretanto às 14h33 chega, e a ideia do meu sogro era que já não dava, mas disse-lhe que ía tentar (apesar de saber que para mim não seria fácil, àquela hora, com aquele calor, e na minha forma actual, fazer as duas voltas em menos de 56minutos) e para esperar. E assim foi, sempre a abrir. A primeira volta fiz em 26min, mas a segunda já custou muito mais, onde a dada altura pensei mesmo que não fosse conseguir. Mas como era a última volta, forcei mais, obriguei-me a pedalar quando o corpo só pedia para parar, e dessa maneira, cheguei à meta às 15h29, a um minuto do fecho da pista, onde o meu sogro estava já stressadíssimo pois não tinha informação nenhuma, e logo que cheguei, partiu ele a toda a velocidade, fazendo uma 13ª belíssima volta. Acabámos por ser a 16ª equipa entre 25, o que acabou por não ser nada mau.

As classificações, com tempos por volta e por participantes podem ser vistas aqui.



terça-feira, 31 de maio de 2011

Meia Maratona MK-Makinas - Tábua

Numa palavra: espectacular!

Ao fim de um ano, voltei a esta prova mítica, quer pelo percurso, mas principalmente pela sua organização, a melhor que conheço. Em 2010 já tinha adorado, mas todos os percalços que tive (3 furos e muitas cãibras no final da minha primeira maratona), e ainda um problema no almoço, fez com que tivesse vindo de Tábua com a sensação que faltava algo. Ora este ano venho de lá com a sensação de perfeita satisfação. Tudo impecável, um dia lindo, percurso exigente mas muito divertido, e até uma prestação acima das expectativas.



Começando pelos pontos positivos:

Tudo! É que foi mesmo tudo!

- Organização excepcional, a melhor que conheço;
- a estrutura de apoio, com estacionamento, secretariado, partida, chegada, banhos e almoço tudo no mesmo local e com a qualidade exigível.
- os arrumadores do estacionamento, impedindo qualquer confusão.
- almoço num pavilhão onde cabiam todos os atletas (os quase 700) a comer ao mesmo tempo, e sem tempo de espera para o almoço; a refeição com a qualidade que se pede (faltava uma salada), com muito vinho, cerveja, águas ou sumos à disposição.
- percurso fantástico (já falaremos um pouco mais adiante) com marcações à prova de enganos. Só se enganava quem fosse mesmo muito distraído (o que foi o meu caso lol)!
- boa disposição, simpatia e disponibilidade do autêntico regimento do staff de apoio à prova.
- o muito apoio popular em todas as aldeias, e mais impressionante, a quantidade de gente no single track “A Selva”, a ver passar o pessoal! Muito bom e muito motivador!



Ponto menos positivos:
Nada, népia, nothing, rien… eh eh


Percurso:

O percurso foi fantástico. Conheço outros locais que talvez ache mais bonitos, mas a verdade é que este percurso tem tudo: zonas de sobe e desce, paisagens lindas, e o ex-líbris desta prova, os seus single-tracks. Que dizer? Muitos, longos e extremamente divertidos! A selva, com aquele percurso enleante ao som do Tarzarn, o vale esmeralda, com muita água e com uma paisagem fantástica (este ano apenas um pouco estragada pelos madeireiros), o st das pedras, onde já pedia alguma técnica, e os últimos st, a “Gruta” e o outro do qual já não me lembro do nome, muito técnicos, sempre à beira de riachos, com alguns pequenos precipícios, e com grande beleza! E ainda faltam os outros dos quais já não me lembro.

Fica aqui um vídeo para quem não conhece:



A minha prestação:

Ia sem qualquer expectativa para esta prova, apenas o de fazer o melhor que as minhas condições físicas me permitissem, mas tendo em conta o cansaço ainda dos 200km do domingo anterior, sentido nas pernas, e do cansaço psicológico provocado por uma semana mais intensa e cansativa no trabalho, a verdade é que acabei por fazer melhor do que esperava. Não foi muito bom, mas dado que senti muito cansaço nas pernas e a caixa nunca abriu a 100%, quando cheguei ao final, mesmo tendo a sensação que tinha dado tudo o que podia nesse dia, estava à espera de estar entre o lugar 150 e 200, por isso quando o speaker anuncia “Filipe Araújo, Herbalife Team, lugar 104”, fiquei logo muito contente. Sabendo que num dia normal teria feito um lugar nos primeiros 70/80, a verdade é que dadas as condições, foi muito bom! Mesmo em condições fracas, o resultado não foi mau de todo, e isso deixa-me contente pois quer dizer que os treinos têm dado resultados.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Viseu - Fátima

Há já uns tempos que a ideia de fazer o trajecto Viseu-Fátima andava na minha cabeça, mas não era prioritário, pois outras aventuras estavam a ser planeadas. Quando uma delas teve que ser descartada, aproveitei para cumprir este meu objectivo.

Desde logo ficou mais ou menos assente que o percurso não seria o habitualmente feito pelos peregrinos (Viseu-SCDão-Luso-Nº1-Pombal-Fátima), pois apesar de ser o mais curto e o mais “fácil”, não é particularmente bonito (principalmente do Luso para a frente) e tem muito trânsito e muita confusão. Então, investiguei e acabei por planear eu próprio um percurso, baseado em estradas nacionais menos utilizadas e estradas secundárias. Assim, ficou definido o seguinte percurso: Barbeita(Viseu) – Lageosa do Dão – Tondela – SC Dão – Mortágua – Barragem da Aguieira – Porto da Raiva – Penacova – Ceira – Penela – Ansião – Ourém – Fátima. Este percurso, mais longo e com maior acumulado, tinha no entanto uma grande beleza e era muito mais calmo, sempre com pouco trânsito. http://www.gpsies.com/map.do?fileId=fptloaftwuhmwoim

Chegado o dia, logo o primeiro percalço e nem sequer tinha saído da quinta, pois ao fim de 20 metros a pedalar já estava furado!... Pronto, parar, encher o pneu, e voltar a andar, e ir à bomba mais próxima para colocar a pressão ideal, lá se foram 15 min e 1km a mais! Felizmente o líquido fez o seu trabalho, e não voltei a ter nenhuma chatice desse género.

Os primeiros 140km fizeram-se a um ritmo bom (23,5km/h), sempre a rolar sem forçar, apreciando a viagem e as paisagens. Gostei particularmente do troço entre Penacova e Ceira, pelo vale do Mondego: espectaculares paisagens, piso óptimo, sempre ondulado, e com muitos ciclistas. Muito bom. Mas todo o percurso foi bonito e apesar do acumulado alto, não houve nenhuma subida verdadeiramente complicada.


Lobão da Beira


Santa Comba Dão


Albufeira da Aguieira, em direcção a Mortágua.


Barragem da Aguieira


Livraria do Mondego



Penacova


Vale do Mondego


Penela


Ourém (a 10km do objectivo)


A partir dos 140km é que foram elas. Os meus treinos de resistência andam sempre entre os 60 e os 100km, por isso foi normal a partir de dada altura o corpo começar a reclamar. O joelho começou a avisar, a nuca e o traseiro começaram a ficar muito desconfortáveis, e até uma quebra de tensão tive (nada de especial, que logo foi resolvido com um pedaço de marmelada e 10min de descanso). Felizmente, os músculos das pernas aguentaram-se à bronca, e não me deram qualquer problema, além do normal cansaço nos últimos 40km. Mas tendo em conta as dificuldades que apresentei a partir dos 140km, até ao fim, e cada vez mais à medida que me aproximava do objectivo, o sofrimento foi muito. Mesmo muito. Já sofri bastante nalgumas ocasiões em cima da bicicleta, mas acho que esta foi a maior. Tanto foi, que quando finalmente cheguei, ao fim de 202km e 10h30 (9h13 a pedalar), emocionei-me bastante. A sensação do fim do sofrimento, misturado com aquela sensação que Fátima nos transmite, faz a emoção emergir e deixa-nos desarmados.





Mais uma conquista pessoal, e ao fim ao cabo, o sofrimento valeu a pena!

O descanso do "guerreiro"!


PS: O percurso inicialmente previsto tinha 190km, mas algumas alterações a meio da viagem mais um engano, aumentaram-lhe mais 12km, tendo a distância final sido 202km.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Etapa 1 - Vouzela - Up and Down

Começou mais um campeonato Up and Down, e este ano, logo com umas das provas mais difíceis e duras: Vouzela. Ainda por cima, para dificultar mais um bocadito, chuva toda a semana, logo, lama para tornar o piso mais pesado e os singletracks mais perigosos. Mas uma prova do up and down que não seja exigente, não é prova do up and down, não é? eh eh

Tal como no ano passado, mais uma vez adorei o percurso, e só tive mesmo pena que o piso não estivesse seco para poder ter usufruído mais daqueles singletracks maravilhosos. Vinha algum pessoal a queixar-se que tinham que andar com a bike à mão, mas amigos, em zonas da Beira, técnicas e com muita pedra, isso também faz parte. O percurso era duro, e no gpsies.com, a meia tinha de acumulado quase 1500m.

Quanto à organização, esta não engana. Tudo óptimo!

A minha prestação
Este ano, apesar de treinar mais e melhor, e de me sentir bem, melhor que noutras alturas, a verdade é que não se tem notado muito nos resultados. Por isso fui mais descontraído para esta prova, sem cuidados especiais (tanto que no dia anterior foi jantarada com tudo o que isso implica), e acabou por ser prova onde me senti melhor e onde acho que consegui dar tudo o que podia dar. Apenas não foi melhor devido a problemas mecânicos na transmissão, com as mudanças, ora a não entrar, ora a saltar constantemente, obrigando-me a abrandar o ritmo naquele sobe e desce dos últimos 15 km. Mesmo assim, e por ter dado o que sentia que podia dar, venho satisfeito. Infelizmente isso não chegou para alcançar o top103, lugares que dão pontos. Nota-se claramente uma subida de qualidade competitiva, com muitos atletas, já usuais neste campeonato, e outros novos, a treinar e a andar muito bem. Sendo assim, considero o 117º em 195 atletas que terminaram a prova da meia maratona, um lugar aceitável, o que irei tentar melhorar até chegar ao top103.

sábado, 30 de abril de 2011

Up and Down 2011 - Centro/Norte


Inicia-se amanhã o campeonato Up and Down 2011 - Centro/Norte, organizado pelo Inatel. A primeira de sete provas é amanhã em Vouzela, e as restantes são Cantanhede, Castro Daire, Tondela, Seia, Mangualde e Aveiro.

Este ano as inscrições são muitas, estando já para esta etapa mais de 300 para a meia, e mais de 80 para a maratona. Tendo em conta que este é um campeonato competitivo, com etapas duras e exigentes, este é um número muito bom. E sabendo da qualidade organizativa e competitiva do ano anterior, só se espera mais um espectacular campeonato este ano.

Quanto aos meus objectivos, são modestos, mas são os adequados ao que treino e às minhas capacidades: pontuar em todas as provas possíveis, o que obriga a fazer um lugar nos primeiros 103 atletas. No ano anterior, nas últimas três provas, fruto de um treino mais regular, consegui alcançar esse objectivo, tendo chegado a fazer um 86º lugar. Este ano, devido à presença de mais atletas, e também devido ao facto de serem menos os lugares pontuáveis, as hipóteses de pontuar são menores, logo, qualquer posição dentro dos 103 primeiros já será uma vitória para mim.


Senhores, aqueçam os vossos motores (pernas lol)!

Que comece o campeonato!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Meia Maratona de Estremoz

Serra d'Ossa faz mossa!

É o lema deste evento, que faz da parte principal do seu percurso a passagem por esta serra alentejana. Cá para cima, para a Beira Alta, as serras são um pouco maiores, mais escarpadas e com subidas muito mais longas, mas agora já percebo a razão da frase. Um constante sobe e desce, autêntico "parte-pernas", com pequenas mas muitas subidas inclinadas, que exige bastante do físico. Ou seja, além das paisagens fenomenais, uma dureza a condizer.

Foi a minha primeira vez neste evento, e ia com excelentes recomendações, e por isso, com expectativas muito altas. E tirando alguns aspectos, elas confirmaram-se.


Aspectos positivos:

- organização muito boa, com tudo a funcionar bem, rapidamente, e sempre com disponibilidade;
- a partida num local apropriado, com controlo zero (cada vez mais importante face a comportamentos menos próprios) e numa zona bonita e com algum público;
- marcações excelentes (só mesmo no castelo, na parte final é que eventualmente poderia haver alguma dúvida, pois de resto, do melhor que tenho visto);
- abastecimentos não utilizei, apenas as águas, mas pareciam-me completos;
- o percurso, muito bom, duro qb e com belas paisagens, e sem o barro e lama de outras edições;
- uma temperatura óptima;
- estremoz (adoro a cidade, acho das mais bonitas do país eh eh).

Aspectos negativos:

- não é um aspecto negativo, mas sim menos positivo, mas penso que poderia ter havido mais pontos de água, dado o calor e o pó que secava rapidamente a garganta;
- os banhos no quartel, com poucas condições para tanta gente;
- o almoço, muito mauzinho... Serviu de consolo o belo do pão alentejano, a chouriça e o queijo, e a cervejinha fresquinha, visto que o prato principal, a quantidade e a simpatia de quem o servia, terem sido pouco mais que péssimos;
- a má educação de muitos atletas, que continuam a deitar o lixo fora em qualquer local. Lamentável!...

O local de concentração, dentro do regimento de cavalaria, com muito espaço, mas como viríamos a descobrir, sem as condições ideais.


A partida, com muitos atletas, e ali, perto da frente da partida, a Herbalife Team!



Paisagens fabulosas e trilhos fantásticos na Serra d'Ossa.



Um local mítico do percurso, a subida ao castelo de Evoramonte.

A chegada à linda cidade de Estremoz, com uma dura subida ao castelo antes da chegada à meta.


A minha prestação:





Fui para esta prova com o objectivo de um top100, e infelizmente falhei. Foi por pouco, mas alguns erros alimentares, aliados à minha já lendária má partida, impediram-me que conseguir algo que era perfeitamente exequível. A posição 114º, com 3h04, tempo total, em 426 atletas que terminaram (eram perto de 500 à partida) foi razoável, mas não boa. Tenho de aprender a não comer demasiado perto da partida, nem beber líquidos antes do início da prova. Primeiro, para não variar, comecei mal, lento, com as pernas muito pesadas, e apesar de estar bem posicionado, perto da linha de partida, rapidamente fiquei muito para trás, com muitos concorrentes a ultrapassar-me. Para ajudar à festa, e apesar de ter ido duas vezes ao wc, comecei logo com vontade de urinar outra vez, e essa vontade, com os kms, foi-se transformando em dores de barriga, aflito. Aos 20km, não aguentei mais e tive que parar. Entretanto, já mais aliviado, começo a pedalar mais contente, até que passados alguns minutos, começo a sentir-me mal disposto a arrotar ao que tinha comido uma hora antes da partida. Andei assim, enjoado e mal da barriga até aos 40km, onde fui obrigado a andar mais devagar, a gerir a situação, à espera que a má disposição passasse. Depois da subida de Evoramonte, finalmente passou e comecei a andar a um ritmo mais alto, constante, tendo aí ultrapassado o meu colega de equipa (grande Armindo, que deu uma saudável luta), e mais um grande número de outros atletas, acabando no fim por conseguir o 114º. Bastava ter feito menos 3 minutos, para ficar dentro do objectivo. Mas, dadas as condições, não foi mau, mas sei que podia fazer bem melhor, e mais uma vez, vou aprendendo com os erros cometidos, esperando melhorar numa próxima ocasião, que será a 1ª etapa do campeonato Up and Down, Centro/Norte, em Vouzela, das mais duras da competição.


Foi uma boa prova, num evento que, não tendo sido perfeito, recomendo vivamente, com bastante gente a andar muito e bem! Deixo aqui um abraço a todos os acidentados (que não foram poucos). Que as melhoras sejam rápidas, e as pedaladas voltem depressa!